Então... De vez em quando... Termo que aqui significa, quando me convir, postarei uma foto. Não concordo muito com a frase que diz que uma imagem vale mais que mil palavras, pois de palavras sou feita. Porém de tempos em tempos, não fará mal.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Na praça
Ele observava a paisagem, perdido em seus pensamentos, distante.
Ela o observava, deixando-se levar pelo seu cheiro, e por cada simples movimento que partia dele.
"Quando te vejo assim..." ela começou e parece tê-lo despertado de um sono. "Tenho medo de falar com você."
"Por que?" ele pergunta sem entender.
"Ora, nunca se sabe quando se está sendo inconveniente..."
"Então por que você está falando comigo agora?"
"Porque toda vez que isso me vem a cabeça, recordo de que não me importo com essas coisas."
Ele solta uma tímida risada ainda olhando para a paisagem.
"Qual a graça?" ela quer saber.
" Nada. Só fiquei feliz."
"Como assim?"
"Por você ter falado comigo. Eu só não fiz isso porque estava sem coragem."
"Ah..."
E mais nada precisa ser dito.
Ela o observava, deixando-se levar pelo seu cheiro, e por cada simples movimento que partia dele.
"Quando te vejo assim..." ela começou e parece tê-lo despertado de um sono. "Tenho medo de falar com você."
"Por que?" ele pergunta sem entender.
"Ora, nunca se sabe quando se está sendo inconveniente...""Então por que você está falando comigo agora?"
"Porque toda vez que isso me vem a cabeça, recordo de que não me importo com essas coisas."
Ele solta uma tímida risada ainda olhando para a paisagem.
"Qual a graça?" ela quer saber.
" Nada. Só fiquei feliz."
"Como assim?"
"Por você ter falado comigo. Eu só não fiz isso porque estava sem coragem."
"Ah..."
E mais nada precisa ser dito.
domingo, 11 de dezembro de 2011
E mais uma vez...
Só aqueles que já foram acometidos por uma paixão sabem o que é jurar nunca mais cair nos truques do coração novamente. Só aqueles que já foram feridos por esse sentimento sabem o que é senti-lo novamente, restaurando tudo, criando um sentindo novo para continuar. É sempre assim, quando nos vemos livres, percebemos que a vida não faz sentido sem o amor, e a única coisa que verdadeiramente nos prendia era nosso medo de nos entregarmos a ele por completo.
E dessa vez, esperamos somente que seja aceito.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
O que te impede?
Tem momentos em nos sentimos incapazes de fazer o mínimo movimento.
Tem dias que por mais que esteja sol, sentimos o frio de uma tempestade.
Às vezes simplesmente nos sentimos presos.
Sentimos que não conseguiremos obedecer o mais insano e sábio guia, o coração.
Mas o que nos prende?
Nós mesmos.
Mas por que faríamos isso?
Por medo.
Colocamos em nossa volta uma cúpula, tentativa frustrada de evitar o sofrimento.
Há uma coisa que aprendi vivendo aqui, "do lado de fora"...
Não importa o quanto eu sofra, sempre será melhor do que estar lá dentro.
Lá não posso ser quem sou, lá sou atração, peça de estudo.
Aqui, torno-me o que quiser, com um pouco de fé, paciência e a magia encontrada nos sorrisos, nos abraços e em cada simples gesto que faço ou recebo.
Esse é um fato tão bobo que muitos esquecem seu poder e veracidade.
Saia da sua cúpula. Deixe o vento bater em seu rosto e deixe-se impregnar pelo prazer de ser livre.
Uma vez fora, você entenderá que vale a pena lutar e seguir em frente.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Estagnação
Trilhava um caminho incerto, com o receio sempre presente, às vezes olhava para trás, mas mesmo assim, seguia indo.
As luzes se apagaram, espera, havia mesmo alguma luz? Ou era tudo ilusão? Parei. Não sei o que fazer. Estava confusa e até com medo, só que progredia de certa forma. Agora nem as palavras são as mesmas. Só essas poucas ideias fluem de mim.
Sim, de mim. Tentei uma vez escrever algo que não fosse pessoal, mas sempre falhava, todas as palavras que escrevi são partes vitais da pessoa que sou, brotam de mim como uma planta brota do chão e estarão sempre em mim enraizadas. Talvez sejam elas que me prendam, ou talvez eu só esteja delirando e nada realmente me prenda além do medo de tentar. Não posso jamais colocar a culpa nessas palavras que agora expressam o que eu não consegui falar. Pois simplesmente sou incapaz de abandona-las. Sem minhas palavras, não sou nada. Deixo de ser árvore, torno-me uma mera folha ao vento... sem rumo.
Ah... Sinto nesse momento que não estou sozinha. Pode parecer egoísmo e até besteira, mas por hora me bastam a doce e sutil companhia das palavras que escrevo.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Nada é orgânico, é tudo programado
... e eu achando que você tinha me libertado.
Porém...
Cada vez mais me sentia preso em relação a você.
Cada vez mais sentia aquele nó peito.
Porém...
Cada vez mais me sentia preso em relação a você.
Cada vez mais sentia aquele nó peito.
Resolvi ver o que estava acontecendo. Quão surpreso fiquei quando vi que meu peito estava vazio. Não havia nada lá. Todas as minhas ações eram automáticas, esperando apenas mais um sinal seu. Saí em busca de ajuda. O Mágico de Oz talvez pudesse devolver meu coração. "Devolver meu coração"... Pela primeira vez em toda minha existência senti-me como um robô. Um objeto, uma marionete da vontade alheia. Nada eu fazia para mudar tal fato, seguia fazendo as coisas na esperança de que você notasse, de que você comentasse, e isso se tornou um vício tão profundo em mim, que minhas engrenagens acostumaram-se apenas com aqueles movimentos, e quando finalmente fui tentar altera-los, deu errado... quebrei.
Todos sabem o que acontece no final da história. O mágico não era mágico. E agora? Como voltar para casa e criar coragem para aceitar minha falta de humanidade? O que fazer com esse vazio? Continuarei para sempre esse robô? Continuarei submisso ao desejo de simplesmente ter você? A verdade é que esse sentimento morre um pouco a cada dia dentro de mim, devido à falta de manutenção. E agora sou homem-lata. Aos poucos recupero a mim mesmo. Agora sei que nunca estive vazio, pois a mágica estava o tempo todo dentro de mim.
domingo, 30 de outubro de 2011
'O' / =) / '-' / =( / s2 / ???
Duas crianças me perguntaram de que eu tinha medo.
" Eu tenho medo de abelhas." - uma disse.
" Eu tenho medo de borboletas." - a outra respondeu.
" E você? " - retrucaram juntas.
" Eu tenho medo de abelhas." - uma disse.
" Eu tenho medo de borboletas." - a outra respondeu.
" E você? " - retrucaram juntas.
Disse que tinha medo de altura. Elas concordaram e fizeram aquele som que as crianças fazem, em sinal de respeito e admiração a um "adulto", algo do tipo "oooohhh".
Eu menti.
Tenho medo na verdade da indiferença.
Tenho medo da solidão.
Tenho medo que me ignorem por algo que fiz, ou até mesmo por algo que eu não fiz, e que aos poucos me abandonem até que minha existência não passasse de um borrão no fundo de sua xícara de chá.
Não pense que menti porque pensei que as crianças não entenderiam tal fato. A minha opinião é que elas entenderiam melhor de que muitos adultos. Não contei por medo.
Tenho medo de contar.
Tenho medo de assumir.
Encarar o que está prestes a acontecer ou me preparar para o que possa vir a se passar comigo. Ah como tenho medo disso, ah como às vezes acho que não vou conseguir.
Mas eu consegui me manter aqui. Então é por isso que só às vezes acho que não vou conseguir, e sempre tenho certeza de que estou conseguindo. O gerúndio nesse caso é inevitável, pois essa ação não está concluída. Enquanto digito estas palavras, vou construindo um pouquinho mais de resistência para cada vez mais conseguir.
Conseguir tudo que almejo. Coisas simples se fossemos listar, mas difíceis de encontrar exemplares verdadeiros, tamanha a quantidade de falsificadores.
Coisas como:
Paz, Amor, Alegria, Amizade, Sinceridade, Companheirismo, Romance, Lealdade, Solidariedade.
E se hoje sou no mínimo bem feliz, é porque já consegui um bocado dessas coisas.
Mas da sempre para melhorar, né? Afinal, o ser humano nunca vai estar satisfeito com o que tem, e acredite se quiser, eu sou bem humana.
Assinar:
Postagens (Atom)





