domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa

Quando se acredita em algo, mesmo não sabendo dizer ao certo o que é esse algo, fica difícil escrever com neutralidade sobre o assunto, mas tentar é uma das coisas que não vou deixar de fazer.


Uma vez, há muitos anos atrás, crucificaram um homem. Após sua morte seu corpo foi colocado em um túmulo de pedra com uma grande rocha servindo de porta. A morte desse homem foi celebrada por uns e chorada por outros. Os que choraram sua morte enviaram no terceiro dia três mulheres para cuidarem de seu corpo. Quando a grande rocha foi removida, não havia mais nenhum corpo ali. Violação de túmulo? Milagre?
Ressurreição?

Alguns acreditam, outros não. E eu não estou aqui para dizer no que se deve acreditar, não tenho tal moral. Estou aqui para desejar uma Feliz Páscoa para todos. Para aqueles que acreditam que um messias ressuscitou e nos protege e para aqueles que esperam os ovos de chocolate, sem julgar quem está certo, ou quem deveria parar para pensar. Nada. Simplesmente, Feliz Páscoa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

...

Um dia me perguntei o porquê das coisas, e quando olhei em volta, não havia ninguém para me responder. Ninguém. É sempre quando mais precisamos que as pessoas decidem se afastar, ou simplesmente não percebem que precisamos. Momentos assim de solidão geram reflexões ora proveitosas, ora desastrosas. Cabe a nós aprendermos o que é proveitoso. Não sei sobre o que essa postagem fala, só abri a tela em branco e deixei as letras fluírem, na esperança que encham novamente de ar o balão-coração que tanto cismo em carregar.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Poder e Dever



Tudo pode acontecer. Todos já ouviram isso. Mas acho que o que as pessoas precisam escutar ultimamente é que há certas coisas que não devem acontecer. Tudo bem que sempre aprendemos com os nossos erros mas, é burrice deixar que algo de ruim aconteça sabendo que existia a possibilidade de impedimento. Certas coisas devem ser evitadas para que quando você olhe para traz não sinta medo do que fez. Para que quando você olhe ao seu redor encontre pessoas que te queiram bem, e não que te querem longe. Devem ser evitadas para que onde quer que você vá, seja bem-vindo, pois todos reconhecem o seu bom caráter. 

Era um vez um pai que ficou 26 anos sem ver sua própria filha. Ele batia na mãe dela e um dia desapareceu. Nunca telefonou, nem se preocupou em saber como ela estava. Essa filha cresceu e se tornou uma pessoa digna, longe do pai, se perguntando talvez, não o porquê dele tê-la abandonado, mas sim, se ele estaria bem, ou com medo, ou com frio. Quando a filha completou 30 anos e o pai estava doente ela veio de outro estado para visita-lo. Ela olhava nos olhos dele, em todos os momentos, disse que não queria as desculpas dele, nem que veio para cobrar o tempo perdido. Ela veio, viu seu pai, sorriu, disse que ele ia sim se curar e voltou para sua vida. Eles são completos estranhos, mas no coração desse pai, eu sei que há um peso a mais que ele tem que carregar, não por penitência mas sim por imposição própria, pois demorou muito para que ele percebesse que isso não deveria ter acontecido.

Histórias assim há várias. Podem acontecer a qualquer momento.
Mas será que devem?




sábado, 9 de abril de 2011

Tocar


                



Essas mãos que tocam o piano, não o fazem simplesmente.


Tocam o corpo e a alma. Tocam nossas vidas. 
Não há o que dizer. Sorrio e vou em frente.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Privacidade? Onde?



A tarefa era simples: escrever uma crônica baseando-se em uma reportagem recente. Revirei os jornais que meu pai acumula em casa, e deparei-me com uma reportagem sobre um poeta, já falecido, e uma exposição que está sendo realizada no centro da cidade sobre o mesmo.
Naquele momento, eu havia encontrado meu tema: o poeta que tanto gosto. Mas o que falar dele? O que eu de fato sei sobre ele? A reportagem revela duas peculiaridades: ele na verdade não tinha imaginação, e - vejam vocês - seu pênis era minúsculo. Sinceramente, isso é invasão de privacidade.


Quando algo que você faz o torna famoso, sua vida torna-se uma novela na boca do povo, todos se acham no direito de opinar e "ajudar". Quando se é um mero mortal, a invasão de privacidade também ocorre, mas não por uma turba enfurecida que acha que você não deveria ter falado tal coisa em tal programa, e sim por seus pais que acham que você anda passando tempo além do necessário na internet, vendo a vida de pessoas que nunca saberão que você existe.
Não sei o que meu poeta pensaria em relação a isso, só sei que concordo quando ele diz que o poeta é um fingidor. Não só o poeta, todos nós somos, e vivemos em busca do que realmente é verdadeiro, procurando até mesmo na vida dos outros. Quando achamos... Bem, não sei. Alguém já achou?

sábado, 2 de abril de 2011

História Sem Noção - Parte 2



Depois daquele dia que nada tinha de comum, não sei ainda bem ao certo por que, aqueles jovens nunca mais foram os mesmos. Digo isso porque passaram a pensar um sobre o outro.


O garoto estava nervoso pois seus fones de ouvido pararam de funcionar, e seus pais não gostavam quando ele fazia muito barulho, então não podia escutar música. Ao mesmo tempo, não conseguia entender como havia no mundo uma pessoa tão diferente dele que conseguisse o deixar tão atraído. Para que voar? Deixe isso para os pássaros, não é melhor ficar com os pés no chão onde se encontra a estabilidade?
A garota não se sentia confortável com a música constante que seus pais escutavam no quarto ao lado. Ela se perguntava como aquele garoto estranho que encontrara na rua não entende que voar significa se libertar, e que todos precisamos as vezes tirar os pés do chão. Para evitar a perda da sanidade é necessário antecipar atos irresponsáveis, pelo menos uma vez na vida.


E por um tempo continuaram pensando sobre a mesma coisa de modos diferentes enquanto olhavam para o céu. 
Ele "por que?"  
Ela "como?"


Continua...

Ser sempre criança

(Imagem: filme Em busca da Terra do Nunca)

Era uma vez um menino que depois de ouvir seus pais conversando sobre o que ele iria ser no futuro, decidiu não mais crescer. Com um pouco de fé, pensamentos alegres e pó mágico virou a direita na segunda estrela e chegou em uma terra mágica, com sereias, piratas e índios, um lugar onde ele podia ser criança para sempre: a Terra do Nunca. E lá vive até hoje com sua fada Sininho e os meninos perdidos. E se você realmente acreditar, pode ir até lá quando quiser.

Embora muitos pensem que isso é só mais uma boba história eu mais uma vez, tenho que discordar. Ter sempre em si a vivacidade de uma criança, sorrir como uma, não ter medo de brincar como uma, faz da nossa vida algo muito mais simples do que fazemos parecer quando encaramos tudo como adultos. Devemos conservar em nós a infância e essa chama que é eterna e não simplesmente ignorar esse tempo que era tão agradável por ser tão simples. Não se pode negligenciar as responsabilidades, mas a leveza é necessária para encarar as provações que virão. Todas as pessoas grandes com espírito de criança sabem disso. Além do mais...

...todas as crianças crescem. Menos uma.